quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

‘Se tiver algo errado, que paguemos a conta’, diz Bolsonaro, sobre ex-assessor do filho Flávio

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), admitiu na noite de ontem, quarta-feira que está disposto “a pagar a conta” caso a investigação aponte irregularidade na movimentação de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017 de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro. Bolsonaro disse que o caso “dói no coração”, porque, segundo ele, “o que tem de mais firme (em seu projeto de governo) é o combate à corrupção”.
– Se algo estiver errado, comigo, meu filho ou o Queiroz, que paguemos a conta desse erro. Não podemos comungar com erro de ninguém – disse Bolsonaro, em um pronunciamento ao vivo pello Facebook, que druou 16 minutos.
Queiroz é citado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexado à Operação Furna da Onça, que prendeu deputados estaduais do Rio. O volume de recursos movimentados em sua conta bancário foi considerado atípico. Entre as movimentações que constam do relatório está um cheque de R$ 24 mil pagos à nova primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Na transmissão no Facebook, o presidente eleito, no entanto, reafirmou que nem ele, nem o filho ou o assessor são investigados. Bolsonaro disse que Queiroz será ouvido na próxima semana. O Ministério Público do Rio de Janeiro está investigando o caso após a divulgação do relatório do Coaf, que identificou a movimentação atípica na conta do ex-assessor do deputado estadual Flávio, filho do presidente e senador eleito.
– Dói no coração da gente? Dói. O que temos de mais firme é o combate à corrupção – disse.
Bolsonaro só falou sobre o Coaf ao final da transmissão e classificou a investigação como “um problema pela frente.” O presidente eleito, no entanto, disse que ele e o filho não são investigados. E afirmou que o ex-assessor esclareça a movimentação na próxima semana, quando for ouvido pela Justiça.

O Globo

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